Conquiste seu ponto comercial com a administração financeira!

Ter um ponto comercial próprio é o desejo de muitos empresários. Afinal, essa é uma ótima maneira de evitar uma série de inconvenientes e problemas, como estar preso às cláusulas contratuais do aluguel e sujeitar-se às variações de preço.

No entanto, nem sempre dar esse passo é simples: é necessário um planejamento adequado para evitar dívidas e prejuízos ao funcionamento e ao crescimento do negócio.

Nesse ponto, a administração financeira é de suma importância, pois oferece aos gestores o subsídio adequado para comprar o imóvel próprio da empresa e permite que o caixa se mantenha equilibrado. Quer entender melhor como fazer isso e se livrar do aluguel? Continue a leitura!

Administração financeira: 6 dicas para conquistar o imóvel próprio

A administração financeira envolve todos os passos e cuidados no planejamento das finanças da sua empresa. Isso significa não apenas ter dinheiro em caixa para fazer os pagamentos do mês vigente, mas vislumbrar como o seu negócio estará nos próximos anos — sabendo quais dívidas você poderá ou não contrair.

Para ajudar você a colocar a “casa em ordem”, separamos algumas dicas fundamentais. Confira!

  1. Plano de negócios bem-feito

O plano de negócios é um documento importantíssimo em qualquer empresa. Nele devem estar descritos os objetivos e as formas de alcançá-los, sempre considerando uma boa análise das fraquezas e  das ameaças que impedem a realização dessas metas.

Quanto mais atualizado e bem-feito for o plano de negócios, mais fácil será estruturar a sua empresa e organizá-la para atingir diversas metas, inclusive financeiras, evitando dar “passos” muito grandes e que comprometerão o futuro do seu empreendimento.

O documento ainda ajudará a guiar o crescimento da empresa, vislumbrando onde ela estará daqui a alguns anos. Assim, o bom planejamento deverá envolver:

  • principais produtos ou serviços comercializados;
  • análise do mercado e da concorrência;
  • avaliação das fraquezas, das ameaças e dos pontos positivos;
  • estudo profundo dos clientes;
  • plano de marketing;
  • análise financeira (capital de giro, investimento inicial, estimativas de faturamento mensal e anual, custos de matéria-prima, custos de mão de obra, custos fixos, custos de comercialização);
  • análise de viabilidade econômica;
  • projeções para situações positivas e negativas.
  1. Planejamento financeiro adequado

A vida financeira de uma empresa é o coração dela. Afinal, sem caixa é impossível pagar as contas, investir e continuar existindo. Por isso, o controle nessa área é indispensável.

O ideal é começar com o básico: realizando o fluxo de caixa diariamente, mantendo um controle de todas as despesas (fixas e variáveis) e das entradas. Não se esqueça de separar as contas da empresa e as pessoais dos sócios, evitando retiradas não planejadas.

Ao ter controle de todos esses pontos, será mais fácil fazer uma projeção com base nas suas estimativas de vendas e nos custos fixos e variáveis que você tem — e, assim, definir qual será o faturamento médio da sua empresa para os próximos meses e anos, analisando se é possível fazer novos compromissos.

Para que esse planejamento financeiro seja mais “real”, é importante pensar em dois cenários distintos, um muito bom e um muito ruim, e sempre se planejar para enfrentar o pior deles.

Então, calcule o número mínimo de vendas necessário para manter a sua empresa funcionando e ter lucro. Dentro desse cenário, entenda quais dívidas você ainda poderá assumir sem se expor a riscos desnecessários e pense em soluções para expandir o capital da sua empresa — como venda de ações para novos sócios, empréstimos e financiamentos.

  1. Análise do capital de giro

O capital de giro se relaciona às operações financeiras que movimentam a rotina da empresa e a liquidez. Ou seja, é a capacidade que a sua empresa tem de honrar com as suas dívidas no curto prazo e lidar com as situações imprevistas.

Um capital de giro pequeno certamente gerará problemas futuros, especialmente se houver uma flutuabilidade nas suas vendas. Então, pense em maneiras de aumentar esse capital.

Fazer um investimento pode ser uma maneira de aumentar o capital de giro, mas você deve ficar de olho na liquidez dele. Afinal, caso precise retirar essa quantia para pagar uma dívida emergencial, isso será possível ou você perderá dinheiro?

Uma dica importante é contabilizar no capital de giro apenas as receitas recebidas. Isso impede que você tenha uma quantia “x” no seu planejamento e outra bem menor nas suas contas.

  1. Conhecimento das dívidas

Conhecer muito bem as dívidas da sua empresa e manter o controle delas é a base de qualquer administração financeira. Afinal, dívidas todas as empresas têm, o que muda é a maneira como elas são gerenciadas.

Essas dívidas não podem comprometer, por exemplo, todo o seu orçamento ou capital de giro, porque isso impedirá o seu crescimento. Então, fique de olho em questões como taxas de juros, valor das dívidas, o quanto elas afetam seu orçamento mensal, possibilidades de negociações e projeções para os próximos meses.

E, atenção, porque as dívidas podem ser grandes ou pequenas. Muitos gestores acabam deixando passar pequenos gastos e não os contabilizam. Ao fim de um período, esses gastos pequenos podem se avolumar e comprometer a vida financeira da sua empresa.

  1. Corte de gastos

Reduzir os gastos é a melhor maneira de planejar-se para a compra do imóvel próprio. Afinal, você precisará de uma renda extra para esse investimento. No entanto, cuidado ao planejar o corte: evite impactar na qualidade do seu produto ou serviço, pois isso trará problemas a longo prazo.

Tenha um controle preciso de todos os seus gastos, entradas e saídas e avalie o que pode ser reduzido ou trocado sem impactar a qualidade do seu produto ou serviço — como troca de fornecedores, de plano de internet e telefone, automatização de tarefas (e redução da mão de obra ou das horas extras), economia com itens de papelaria e outros.

  1. Planejamento da compra do imóvel

Comprar o imóvel comercial à vista é uma possibilidade para empresas que contam com boas reservas financeiras e capital de giro. Mas essa não é a realidade da maioria dos negócios. Por isso, analise as alternativas a seguir:

Consórcios

O consórcio é uma modalidade ainda pouco praticada por muitos empresários. Ele se configura da seguinte maneira: um grupo de pessoas adquire cotas e contribui mensalmente com o valor contratado. O fundo formado por essas pessoas subsidia a contemplação de, no mínimo, 1 participante por mês. Assim, são feitos sorteios todos os meses.

Se você quiser adiantar a sua contemplação, poderá aumentar as chances ofertando lances. Quando for contemplado, o valor do crédito será disponibilizado e você poderá escolher o imóvel que desejar. Mesmo depois de contemplado, você terá de pagar as quantias mensais.

As vantagens do consórcio são as taxas menores e o fato de não ter juros, como ocorrem com os financiamentos.

Financiamentos

Os financiamentos ainda são opções mais simples, práticas e aceitas pela maioria das construtoras. Porém, se essa for a sua escolha, também é preciso tomar cuidado. Principalmente em relação às taxas de juros, ao valor da entrada e às prestações.

Quanto mais você tiver para pagar o imóvel, menores serão suas prestações. Então use esse valor para abater do financiamento. E, claro, sempre negocie com os bancos a fim de buscar taxas menores. Lembre-se de incluir o valor mensal do financiamento (com as correções) na sua projeção e avaliar se é possível contrair essa dívida (considerando o cenário mais desfavorável em termos de vendas).

Empréstimos

Outra opção são os empréstimos. A grande vantagem é que, ao pagar as taxas fixas mensais, o lucro excedente com o investimento feito será dos sócios. Assim como o financiamento, o empréstimo exige cuidado na escolha do banco ou da financeira, análise das condições do contrato e da possibilidade de arcar com a dívida.

Existem algumas linhas de crédito específicas para empreendedores, considere usá-las na compra do imóvel. Algumas possibilidades são o BNDES, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

Dicas e cuidados em relação à escolha do imóvel comercial

Depois de todo esse planejamento e cuidado com a administração financeira, não se esqueça de escolher bem o imóvel. Para isso, considere:

  • presença de dívidas anteriores (IPTU, água, energia, antigos financiamentos, etc);
  • potencial de valorização;
  • localização;
  • adequação à sua produção e necessidades;
  • facilidade de acesso dos clientes;
  • custos associados (condomínio, energia elétrica, IPTU, etc);
  • características da região;
  • infraestrutura para a atuação da sua empresa;
  • legislação (como zoneamento da cidade).

Como você viu, comprar um imóvel comercial é um ótimo investimento para as empresas. Afinal, ele integrará o patrimônio do negócio e ainda livrará o empresário de questões referentes ao aluguel, como o pagamento mensal, os reajustes e os pontos contratuais. Contudo, para tomar essa decisão é preciso responsabilidade e administração financeira.

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