Animais em condomínio: cuidados para os donos de pet

Ter um bichinho de estimação em casa pode ser a melhor das companhias, não é mesmo? No entanto, muitas pessoas se esbarram num contratempo nessa história: animais em condomínio podem ser um problema!

Somente no Brasil, há mais de 70 milhões de cães e gatos divididos entre os lares. Para quem mora em apartamento, ter animais em condomínio é possível, mas é fundamental ficar atento à algumas questões.

Os donos de pets precisam manter uma atenção extra com seus animais. Afinal, o incômodo de ter um cachorro latindo é uma bronca popular bastante comum nesse caso.

Além disso, há outras questões que perpassam o tema, como a lei do condomínio e o regimento interno de cada lugar. Pensando nisso, trouxemos hoje, para você, dicas valiosas de como lidar com animais em condomínio e garantir o bem-estar de todos.

Confira!

1. Conheça as leis do prédio

Antes de levar um bichinho para casa, é crucial entender o que diz a convenção interna de cada condomínio. Afinal, Essa é a “lei” que rege todas as relações desse lugar e deve ser respeitada em sua totalidade.

Por causa dos inconvenientes que muitos moradores sofrem, é comum que a convenção traga a proibição de animais. Nesses casos, é importante conferir se a regra vale para qualquer tipo ou apenas para alguns.

Por exemplo, há convenções que impedem a presença de cachorro de porte grande, mas não são contrários aos menores.

Além disso, é importante ficar atento! Muitas dessas convenções podem prever multas ou outras sanções para certas situações, como quando o animal fica sozinho ou perturba os outros condôminos.

Por isso, na dúvida, converse com o síndico ou a administradora responsável pelo condomínio, de modo a evitar problemas.

2. Entenda as leis condominiais

Além de conhecer o regulamento interno do prédio, também é importante conhecer o posicionamento legal sobre o tema. O assunto é considerado controverso e, geralmente, aparece em diversas ações e estudos legais.

No entanto, para facilitar o assunto, o Supremo Tribunal de Justiça (STF), fixou jurisprudência no Requerimento Especial 12.166. Assim, pela lei, ficou definido que a proibição só é realmente válida se o animal causar incômodo aos condôminos.

Além disso, por causa do direito de propriedade, o condomínio pode ter problemas ao proibir de forma definitiva a presença de animais. No entanto, até um cachorro de porte pequeno que incomoda aos demais pode ter que ser retirado do ambiente, por exemplo.

E, também, os condôminos donos de pet são obrigados a respeitar as disposições da convenção interna, como regras específicas para andar com animais perigosos e de porte médio ou grande. Nesse caso, é comum que haja a obrigatoriedade de uso de focinheira ou da coleira enforcadeira.

3. Tenha cuidado com barulho e higiene

Quando falamos em animais em condomínios, os principais motivos de reclamações têm a ver com a higiene e com os barulhos.

Em relação à higiene, é obrigatório que os donos de pet mantenham os animais sempre limpos e saudáveis, longes de pulgas e carrapatos, se for o caso. Também precisam ser vacinados, de modo a evitar a transmissão de doenças.

Além disso, cada unidade condominial deve ter o cuidado de sempre realizar a limpeza do ambiente para impedir que odores fortes incomodem vizinhos.

Quanto ao barulho, o dono também tem que se manter atento. Às vezes, um bichinho fica estressado por passar muito tempo sozinho e, com isso, torna-se mais agitado e barulhento. Por isso, pensando no bem estar de seu amigo, leve-o para passear com frequência.

Se não existir nenhum motivo aparente (como abandono, maus-tratos ou doença), o responsável deve procurar a ajuda do veterinário.

4. Escolha um animal de pequeno porte

Para quem vive em apartamento, o porte do bicho de estimação faz toda a diferença. Quanto maior ele for, maior será o impacto que causará na vida dos vizinhos. Desse modo, o ideal é pensar em animais de tamanho menor.

Um cachorro pequeno, por exemplo, praticamente não fará barulho ao andar, o que é importante para não atrapalhar os vizinhos de baixo. Por outro lado, mesmo um cachorro de porte médio já pode trazer problemas.

Mais que o incômodo, essa escolha tem a ver com o bem-estar do pet. Como os apartamentos são menores, um animalzinho pequeno aproveita melhor o espaço e fica confortável.

5. Mantenha o bom senso fora de casa

Os animais em condomínio não exigem cuidados apenas dentro de casa. É preciso garantir que a convivência do lado de fora seja pacífica.

Quando estiver nas áreas comuns com seu pet, por exemplo, o dono é o responsável por recolher as suas necessidades e descartá-las em local apropriado. Ele também tem que estar preso a uma coleira ou guia.

Além do mais, deve-se sempre vigiar o animal, de modo a impedir que ele ataque outros pets ou que cause algum prejuízo ao espaço que é de todos.

O uso dos elevadores é permitido, mas fique atento se um vizinho é alérgico ou se o animal ficará estressado com muita gente ao redor. Nessas situações, é melhor esperar o deslocamento vazio ou usar as escadas.

6. Fique de olho na quantidade de animais nas unidades

A lei não especifica nenhuma questão sobre a quantidade de pets dentro de uma unidade residencial.

No entanto, a presença de vários animais tende a causar problemas com higiene e, principalmente, com barulhos.

Nesse caso, o síndico poderá acatar reclamações de vizinhos e solicitar providências. Se o condômino não tiver condições de cuidar de vários animais, também pode ser denunciado por maus-tratos.

7. Conheça as raças de cachorro ideais para apartamento

O canal especializado Tudo Sobre Cachorros produziu dois vídeos sobre o tema e apresentou as raças mais indicadas. Entre as principais, estão:

  • Pug;
  • Spitz Alemão (Lulu da Pomerânia);
  • Shih-tzu;
  • Lhasa Apso;
  • Buldogue francês;
  • Buldogue inglês;
  • Chihuahua;
  • Yorkshire Terrier;
  • Poodle Toy e Rottweiler;
  • Dachshund, entre outros.

No entanto, essas são apenas indicações sobre o tamanho e a personalidade. Na verdade, uma das melhores alternativas é escolher um cão sem raça definida (SRD) ou o famoso “vira-lata”.

Trata-se de um pet que se origina na mistura de raças e que, muitas vezes, é mais resistente a doenças que outras opções. Os cuidados com ele também são fáceis, o que evita problemas no futuro.

Outro ponto positivo de escolher um vira-lata é a questão da responsabilidade social. Há milhões de animais abandonados no Brasil, então adotar um cãozinho de rua é uma forma de ajudar os animais.

8. As vantagens de se ter um gato em seu apartamento

Outra possibilidade para quem deseja ter animais em condomínio é escolher um felino.

Os gatinhos são o segundo tipo de pet mais popular no Brasil e são especialmente recomendados para quem mora em apartamentos.

Isso acontece porque, normalmente, eles são mais tranquilos e independentes do que os cachorros. Um miado não é tão alto quanto um latido e, em geral, os bichanos têm o tamanho de um cão pequeno.

Outro ponto positivo é que eles podem ficar sozinhos ao longo do dia e fazem suas necessidades na caixa de areia. Isso evita problemas de comportamento e de higiene, o que impede as reclamações dos vizinhos.

Ao mesmo tempo, são ótimas companhias e atendem ao desejo de quem quer ter um companheiro de quatro patas.

No entanto, tome cuidado com as janelas. O ideal é protegê-las com telas, já que muitos gatos têm a tendência de fugir.  Além disso, como várias unidades são elevadas, há riscos de acidentes.

Importante: o mais adequado para que os gatos não fujam é fazer a castração dos bichanos.

9. Descubra outros tipos de animais

Embora cães e gatos sejam os animais de estimação mais comuns, é possível recorrer a outras alternativas para quem vive em condomínio.

Para quem gosta de aves, é possível escolher uma cacatua ou uma calopsita, já que são tranquilas. Mas, fique atento: pássaros com um canto muito alto podem incomodar os outros condôminos.

Além disso, é viável optar por uma tartaruga, um hamster ou um porquinho-da-índia. Todos são opções de fácil cuidado e adequados até para unidades residenciais menores.

Para completar, é possível criar peixes em um aquário, um coelho ou mesmo espécies exóticas, como um lagarto ou uma iguana. O importante é que o espaço seja ideal para o futuro integrante do lar.

Os animais em condomínio são muito populares, mas é preciso ter cuidado com as regras e evitar  incômodo aos vizinhos e, em primeiro lugar, pensar no bem-estar do bichinho.

Como você pôde ver, as leis e convenções são importantes instrumentos de regulamentação da boa convivência entre os moradores de um prédio. Por isso, conheça mais à fundo a Lei do Inquilinato e tire  suas dúvidas sobre os direitos e deveres dos moradores e locadores.

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