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O conceito de sustentabilidade está em pauta há alguns anos. A poluição e os estragos causados à natureza ao longo dos anos fizeram com que o ser humano repensasse sobre o seu comportamento em relação ao planeta. Foi então que começaram a ser criadas alternativas para amenizar essa situação, especialmente no que se refere à arquitetura. A criatividade humana precisou entrar em ação para proteger sua própria moradia: a Terra. Nesta reportagem, a revista Casablanca vai mostrar duas soluções práticas e sustentáveis para serem utilizadas em áreas externas.
Pisos drenantes
Esse tipo de piso, também conhecido como pisograma, é confeccionado a partir de blocos de concreto e pode ser utilizado em ambientes externos, seja em áreas residenciais, industriais ou comerciais. Hoje, esses pisos contam com uma grande variedade de cores, modelos e tamanhos, o que permite a elaboração de composições charmosas e criativas. De acordo com a arquiteta Juliane Zielinski, especialista em paisagismo, esse material é ideal para ser colocado como calçada ou caminho para carros. Além disso, explica que pode ser preenchido tanto por grama, quanto por pedriscos. “Quando usado com grama, o piso a protege contra o esmagamento. Outra opção que fica bastante interessante é o pedrisco, principalmente para quem quer um material que não precise de tanta manutenção”, comenta.
No entanto, a paisagista ressalta que é necessário, eventualmente, fazer a lavagem para manter a beleza e a cor das pedras. Já o gramado precisa de cortes conforme o seu tipo e estação do ano (já que no verão cresce mais depressa). A rega deve ser feita regularmente, especialmente em períodos de calor e seca. Mas, apesar dos cuidados, ela acredita ser uma ótima opção. “Os pisos drenantes são ótimas alternativas. Eu recomendo em vários projetos”.
Além de serem modernos e práticos, os pisos drenantes também possuem características sustentáveis. “O uso desses elementos contribui para a permeabilidade do solo e drenagem das águas. A composição do piso e a vegetação absorvem e emitem menos calor, o que deixa o ambiente mais agradável e reduz as ilhas de calor, fenômeno bastante intenso nas grandes cidades”, ressalta Juliane. Portanto, de certa forma, essa alternativa contribui para a redução do aquecimento global.
Atualmente, grande parte das cidades são muito pavimentadas, principalmente por pisos não permeáveis e possuem uma vasta gama de construções, o que prejudica gravemente a permeabilidade do solo. Por tal razão, quando chove, as águas não são absorvidas pelo solo e escoam para as galerias subterrâneas (os chamados bueiros), o que intensifica as cheias nos rios, provocando enchentes. Ao mesmo tempo, as ruas e avenidas também ficam alagadas, já que o volume de água é intenso e a poluição também contribui nesse processo. “Os pisos drenantes evitam o escoamento das águas direto para os rios, contribuindo para evitar as enchentes e os alagamentos nas cidades”, acrescenta a paisagista Juliane.
Ela salienta, também, que esses pisos devem ser assentados sob o solo após este ser preparado para receber as placas de concreto. “Os pisos não devem simplesmente ser colocados sobre contrapisos porque perderiam sua função permeabilizante. Devem ser seguidas as instruções do fabricante para se ter garantia do produto e durabilidade das peças”.
Jardineiras verticais
Essas alternativas podem ser utilizadas em varandas, jardins de inverno ou quaisquer áreas externas. Além disso, são uma forma de aproveitar espaços pequenos e revestir muros e paredes em alvenaria. Assim como os pisos drenantes, também contribuem para a diminuição das ilhas de calor, já que são compostas por vegetação.
A paisagista Juliane conta que as jardineiras verticais exigem certos cuidados na manutenção. “Em alguns casos, as paredes devem ser impermeabilizadas e preparadas para receber os suportes. Já a rega das plantas pode ser feita manualmente ou por sistema de irrigação automatizada”. Ela comenta, também, que as jardineiras podem ser feitas a partir de diversos materiais, por exemplo: blocos de concreto, blocos de cerâmica, treliças metálicas (em que são pendurados os vasos) e, até mesmo, com garrafas pet.
Para manter as jardineiras verticais sempre bonitas é muito importante ter cuidado com as plantas, tanto no plantio, quanto na adubação, corte e regas (conforme as espécies). “Algumas plantas, geralmente as flores, precisam ser substituídas por outras conforme a estação do ano. É fundamental, também, escolher as plantas conforme o local em que ficarão: pleno sol, sombra ou meia-sombra”, explica. Sobre a luz, Juliane completa: “A luz difusa em interiores permite o uso de algumas plantas, mas ambientes escuros prejudicam e limitam seu desenvolvimento. Assim, elas não resistem por muito tempo”.
Para não errar, a paisagista sugere os seguintes tipos de planta: flores de época, plantas suculentas, aspargo pendente, alguns tipos de samambaias, dinheiro-em-penca, clorofito, bulbine (planta suculenta). Alguns temperos também podem ser plantados em jardineiras verticais, tais como: manjericão, cebolinha, alecrim, orégano.
Por Luciana Grande
Revista Casablanca
FONTE: http://www.superinformado.com.br/variedades/sustentabilidade-em-areas-externas/