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Malas prontas, passagens em mãos e um roteiro de viagem fechado com todos os detalhes. Passear nas férias é sempre muito divertido até que alguém se lembra: mas quem vai vigiar a casa? Envolvidas com as festas e feriados de fim de ano, muitas famílias planejam tudo para viajar, mas esquecem que o imóvel não tira férias e, abandonado, ele vira alvo fácil dos ladrões. Sem muita orientação, algumas pessoas optam pelo simples fechar bem a casa ou, ainda, adotam medidas caseiras de segurança, como deixar uma luz acesa. Mas especialistas alertam que nem sempre isso é suficiente para evitar assaltos nessa época do ano.
O presidente do Sindicato de Empresas de Segurança de Minas Gerais (Sindesp), Edson Pinto Neto, afirma que a velha tática de deixar uma lâmpada acesa para simular presença em casa é falha. Segundo ele, o fato de a luz estar sempre ligada denuncia que não há pessoas no local para apagá-la. “Qualquer um que passar em frente vai perceber que ninguém apaga a luz. Hoje, existem muitos outros recursos que substituem esse”, destaca. Um deles é o sistema eletrônico que aciona determinadas luzes durante a noite e as apaga pela manhã. Há também os sensores de presença: a luz acende logo que alguém se aproxima do portão.
Além de equipamentos com comando de luz, o mercado mineiro de segurança oferece dispositivos bastante conhecidos, como alarmes, cercas elétricas e controle por câmeras. “Existem sistemas em que o proprietário tem acesso às imagens da câmara por meio de um celular ou, ainda, há a opção de contratar empresas que vão monitorar essas imagens 24 horas por dia”, afirma Edson. O presidente do Sindesp sugere também a segurança física feita por meio de um segurança particular. “É tendência contratar vigilantes para essa época de férias. Eles ficam na entrada da casa e trabalham por turno para que o imóvel seja vigiado o tempo todo”, diz.
Todo fim de ano, o empresário Ismael Luiz de Araújo Rodrigues contrata um vigilante para reforçar a segurança de sua casa, localizada no Bairro Bandeirantes, na Pampulha. Ele conta com uma série de equipamentos, como monitoramento com câmeras e comando de luz, mas ainda assim acha necessária a presença física de um vigilante. “Já tenho um caseiro que fica lá o tempo todo, mas nessa época de festas ele é liberado. Então, contrato o vigilante, que cuida da casa nesse período e durante os dias em que viajamos”, conta. Ismael também fica atento aos pequenos detalhes: matém o recolhimento do jornal e a encomenda dos pães, que é entregue por um motoqueiro. “Se deixo de pedir o pão, o entregador vai saber que não tem gente em casa”, diz.
Outro detalhe que o empresário não abre mão é da ajuda da família e vizinhos na vigilância do imóvel. “Sempre peço alguém para passar por lá e ver se está tudo bem”, diz. Ele também iniciou no bairro um núcleo do Programa Rede de Vizinhos Protegidos, desenvolvido pela Polícia Militar. O projeto consiste na mútua colaboração entre os moradores do bairro para garantir a segurança: eles têm estratégias como o uso de um apito assim que percebem a presença de estranhos. “Uso de tudo para garantir a segurança. Tenho um custo por isso, mas vejo como investimento, pois posso viajar tranquilo”, afirma.
DETALHES. O presidente do Sindesp lembra, ainda, que a segurança pode ser garantida por simples medidas de prevenção. Entre elas está a limpeza da frente da casa e o recolhimento das correspondências. “O proprietário deve combinar com um vizinho para jogar uma água na calçada e tirar os papéis da caixa de correio, para não ficar evidente a ausência de pessoas em casa”, diz. Outra forma de prevenir é evitar ficar falando em qualquer lugar sobre a viagem e não revelar o tempo em que ficará fora, pois a informação pode chegar a pessoas mal-intencionadas. “É bom orientar os empregados e os filhos a não comentarem com ninguém sobre a viagem, pois não se sabe quem está ouvindo”, destaca.
Dicas da Polícia Militar
• Ao sair de casa, verifique se as portas e janelas estão trancadas;
• Cuidado com pessoas paradas nas proximidades de sua residência;
• Objetos e ferramentas, tais como escadas, tamboretes, marretas deixados à vista facilitam o arrombamento;
• Se você for viajar, avise uma pessoa de confiança, pois ela poderá ajudar na segurança do seu imóvel;
• Peça a seu vizinho para recolher suas correspondências.
Fonte: EM