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Na Europa e nos Estados Unidos, o drywall (ou gesso acartonado) é um material utilizado na construção civil há quase um século. No Brasil, porém, ele só ganhou certo destaque nas últimas duas décadas. O que ajudou a popularizar o sistema por aqui foi a instalação de grandes fabricantes multinacionais no país, como Lafarge, Placo (ambas francesas) e Knauf (alemã).
Constituído de folhas de papelão recheadas de gesso, fixadas em perfis de aço galvanizado, o drywall é um material versátil, que pode ser utilizado na construção de paredes (normais, de alta performance mecânica ou acústicas), forros (fixos, removíveis, decorativos ou monolíticos), revestimentos (colados ou estruturados) e mobiliários integrados (nichos, estantes, prateleiras e closets). Ou seja: para quase tudo.
Sua instalação também é rápida e limpa, durando no máximo 48 horas e gerando cerca de 5% de entulho. Utilizado apenas em paredes não estruturais, o drywall leva vantagem em relação à alvenaria e ao gesso comum por permitir a modificação rápida de layouts nas áreas internas das residências. Essas e outras particularidades fazem desse material um dos preferidos de arquitetos e designers atualmente. A seguir, outros detalhes a respeito do drywall que desfazem os mitos acerca do material.
Como utilizar: na construção de paredes (todas), forros (fixos, removíveis, decorativos ou monolíticos), revestimentos (colados ou estruturados) e mobiliários integrados (nichos, estantes, prateleiras e closets). Para áreas externas, sugerimos o uso de placas cimentícias de alta resistência", comenta a arquiteta Denise Lima.
Onde utilizar: em áreas secas ou úmidas (banheiros, cozinhas e áreas de serviço). "Recomenda-se o uso de chapas verdes (RU Resistentes à Umidade) em áreas úmidas. Elas possuem elementos hidrofungantes, que repelem a água. Nas áreas secas são especificadas chapas cinza (ST Standard). Existem também as chapas rosa (RF Resistentes ao Fogo), que são recomendadas para áreas que exijam alta resistência ao fogo", explica o gerente de marketing da Lafarge, Eduardo Éboli.
Revestimentos adequados: placas de drywall podem receber acabamentos em cerâmica, pastilhas, mármore, granito, pintura à base de resina epóxi e madeira, entre outros. Recomenda-se a utilização de argamassa colante flexível apropriada ao tamanho das peças selecionadas. O rejunte pode ser o mesmo aplicado em paredes de alvenaria.
Fixação de carga: é possível fixar objetos dos mais variados pesos em paredes de drywall. Mas para isso é necessário tomar alguns cuidados. Para furar a parede, indica-se a utilização de brocas específicas e de buchas para ocos, que se abrem apenas quando o parafuso é rosqueado. Nos locais em que serão fixados objetos pesados (como armários de cozinha, quadros, tevês, espelhos com moldura de ferro), é providencial criar um reforço com barrotes de madeira ou chapas metálicas internas. As placas entre dois montantes de 60 cm aguentam tranquilamente até 18 kg. "É só acima desse peso que os reforços são necessários. E com eles pode-se, inclusive, fixar bancadas de mármores e granitos sem nenhum problema", desmitifica a arquiteta Elisa Gontijo, do escritório Zero11.
Manutenção e limpeza das placas: grande parte dos fabricantes concede garantia de 5 anos pelas placas. Segundo as empresas, o drywall é altamente durável, mas o proprietário precisa seguir algumas regras de manutenção. O ideal é realizar limpeza anual, com água, detergente líquido neutro e esponja macia. O enxágue deve ser feito com água limpa. Produtos abrasivos não são recomendados.
Sistemas hidráulicos e elétricos: o material permite a instalação de sistemas de iluminação, telefonia e hidráulica na parte interna de sua estrutura.
Banheiros: o drywall pode ser usado em banheiros, inclusive no próprio boxe, mas o ideal é que se faça um tratamento com manta asfáltica no piso e nos rodapés, para evitar que a água mine nas juntas entre piso e parede.
Uso em curvas: um dos pontos positivos do drywall é a obtenção de formas diferenciadas nos projetos. O material permite que arquitetos e designers façam recortes, curvas e outras intervenções ousadas.
Economia de espaço: paredes de drywall são mais estreitas do que as de blocos ou tijolos. Isso gera um aumento na área útil do imóvel de aproximadamente 5%. "Em um apartamento de 100 m², o ganho será de 5 m². Isso representa, por exemplo, 10 metros frontais de armários embutidos", garante a arquiteta Jóia Bergamo.
Custo de obra: o drywall é comercializado em chapas grandes, com 1,20 m de largura e comprimento de 1,80 a 3,60 m. Em São Paulo, o m² do drywall instalado custa em média R$ 35. Do gesso comum, R$ 25, e da parede de alvenaria, R$ 20. Esse é o único quesito da comparação em que o drywall sai perdendo.
Fonte: Portal Casa & Cia