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Proprietários de imóveis populares têm mais retorno com aluguel do que os donos de imóveis de luxo em Belo Horizonte. "Os imóveis mais caros têm menos liquidez, menos gente que pode pagar pelo aluguel. Por isso, a rentabilidade é menor", diz o presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e do Sindicato da Habitação (CMI/Secovi-MG), Ariano Cavalcanti de Paula.
"Quanto mais luxuoso o imóvel, menor o percentual de rentabilidade", concorda o diretor-presidente da Lar Imóveis, Luiz Antônio Rodrigues. De acordo com a CMI/Secovi, o aluguel de um imóvel de baixo ou médio padrão (valor mensal de até R$ 2.000) equivale a 0,7% ou 0,8% do preço do imóvel. Já casas ou apartamentos com valor mais alto são alugados pelo equivalente a 0,4% ou 0,5% do seu preço de mercado.
Além de serem mais caros, os imóveis maiores são os que mais se valorizam. De acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), no último mês, casas e apartamentos com quatro dormitórios ficaram 2,9% mais caros em Belo Horizonte. Já os imóveis com um quarto tiveram valorização de 1,3% e os que têm dois quartos ficaram com preços estáveis.
Cavalcanti diz que desde 2004 os preços dos aluguéis experimentam uma recuperação mas, mesmo assim, não acompanham a valorização do mercado imobiliário, que disparou nos últimos tempos. De acordo com dados da Fipe, o metro quadrado é vendido em Belo Horizonte por R$ 4.362, valor 27,9% superior ao verificado há um ano. Somente em 2011, a valorização foi de 15,9%. Já os aluguéis, segundo o Ipead/UFMG, valorizaram 6,5% no ano e 15,99% em doze meses.
"A cada mês, a cotação dos imóveis novos aumenta", diz Rodrigues, da Lar Imóveis. Ele explica que o aquecimento do mercado de compra e venda também aumentou a oferta de unidades para aluguel, já que o mercado imobiliário voltou a ser uma boa aplicação. A oferta maior ajuda a inibir um pouco a alta do preço dos aluguéis.
Reajuste
Venda sobe mais do que locação
Os contratos de aluguel em grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro têm subido muito. Mesmo assim, o ritmo do aumento é menor do que a valorização dos imóveis nos últimos anos, de acordo com levantamentos do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP) e da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Em alguns casos, os preços de venda subiram quase três vezes a mais do que os reajustes dos aluguéis.
Na capital paulista, de acordo com o índice FipeZap, os preços pagos por novos inquilinos subiram 38% entre maio de 2008 e o mesmo mês deste ano, para um valor médio de R$ 32 o metro quadrado. Os preços de imóveis para venda, contudo, tiveram mais do que o dobro de alta no mesmo período, 85%, a um preço médio de R$ 5.313 por metro quadrado em maio de 2011.
Já no Rio de Janeiro, também segundo o FipeZap, o valor dos novos aluguéis subiu 73% no mesmo intervalo, a R$ 34 o metro quadrado em maio deste ano. O preço médio dos imóveis para a venda, contudo, subiu 114%, fazendo o preço médio do metro quadrado para venda chegar a R$ 6.380 na capital fluminense no mês passado.
Fonte: O Tempo.