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Há 10 dias, ocorreu em Maceió (AL) o 82º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), considerado o maior evento do setor na América Latina que reuniu mais de mil empresários e lideranças de todos os estados brasileiros para debater temas políticos, técnicos, ambientais, jurídicos, trabalhistas, econômicos e sociais afetos ao segmento. Um tema de destaque foi o relançamento oficial das discussões da União Nacional da Construção (UNC) em 2010.
Criada em 2006, a UNC é um fórum político permanente que congrega cerca de 40 entidades nacionais apoiadas por mais de 100 organizações regionais de toda a cadeia produtiva, com o objetivo de formular propostas de políticas públicas para o Brasil para serem apresentadas aos candidatos à Presidência da República em época de eleição.
Naquele ano, a UNC apresentou um amplo estudo – realizado pela FGV Projetos, da Fundação Getulio Vargas – que mostrava como o setor da construção poderia contribuir para o desenvolvimento sustentado do país, subindo posições no ranking que mede o bem-estar social, por meio do investimento em setores essenciais de infraestrutura – malha rodoviária, geração de energia elétrica, saneamento e habitação social – e do estímulo à iniciativa privada no investimento à produção de moradias.
A articulação da UNC contribuiu para ações do atual governo, que reconheceu a importância da construção como elemento indutor do crescimento. Os investimentos voltados aos eixos estratégicos geraram volumes recordes de emprego, aqueceram a economia e asseguraram que o Brasil pudesse superar a crise econômica internacional mais rapidamente do que outros países.
Neste ano, o principal eixo temático do movimento dos empresários são os desafios que o Brasil precisa enfrentar para se consolidar como uma das cinco principais economias do mundo. Para embasar essa discussão, foi apresentado no Enic o documento “Desenvolvimento com cidadania e qualidade de vida – O desafio de planejar as cidades”.
Os pontos chaves destacados no documento são a melhoria do ambiente de negócios, inovação tecnológica, sustentabilidade, capacitação de mão de obra e os desafios das cidades na atualidade referentes à mobilidade urbana, saneamento e habitação. Esses temas estão todos embasados em dados estatísticos que mostram que, apesar do salto econômico e social do país nos últimos anos, ainda existem barreiras ao crescimento, como burocracia, custos tributários e trabalhistas, infraestutura precária e baixa taxa de investimento, principalmente do setor público.
O documento marca apenas o início de um diálogo entre a cadeia produtiva da construção e os candidatos à presidência nas eleições de 2010, já que a UNC vai acompanhar e debater no decorrer do ano as principais propostas dos candidatos para o setor. Ao final, entregará ao futuro governante um conjunto de propostas para o desenvolvimento sustentável do país, com foco na melhoria da qualidade de vida da população. Mais uma vez, a UNC quer contribuir na formulação de medidas necessárias à solução de entraves que comprometem o crescimento e inibem os investimentos importantes para a infraestrutura do Brasil.
* Diretor de Comunicação do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG)
E-mail para esta coluna: comunicacao@sinduscon-mg.org.br
Fonte: http://www.em.com.br/