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Para melhorar a convivência entre os moradores, uma das alternativas é organizar campanhas que facilitem o convívio. Afinal, é preciso administrar os diversos valores, crenças, costumes, comportamentos, enfim, tudo o que possibilite a conscientização acerca da melhor forma de viver em coletividade e a criação de uma cultura condominial.
O presidente da Associação Brasileira de Condôminos, Prestadores de Serviços, Empresas e Organizações Afins (Abcon), Helbert Silva, acredita que esse é um projeto estratégico e essencial para o condomínio, e diz como tem de ser desenvolvido. “Esse tipo de campanha deve ser precedida por projeto de comunicação. Deve ter objetivos, metodologias, recursos e tecnologias definidos”, diz.
Helbert diz que a base do projeto é a referência a tecnologias, considerando como seu conceito o conhecimento aplicado. Isso porque, segundo ele, não bastam material escrito, desenhos e imagens. Na prática, em uma campanha para administração de conflitos em condomínios, por exemplo, devem ser consideradas as diferenças entre as pessoas, que são muitas. “Elas têm formação, percepções, personalidade, hábitos, objetivos, valores, conceitos, princípios diferentes. E não é apenas uma questão social. É também biológica e genética. Mas isso não impede que elas possam interagir em grupo e se respeitem.”
Um exemplo prático dessa possibilidade pode ser observado nas empresas – e um condomínio também se caracteriza como uma – quando, para coibir ou minimizar o impacto negativo das diferenças, as organizações priorizam a excelência no gerenciamento. “Por meio de qualificações e treinamento, respeitando as individualidades e fazendo com que as regras sejam respeitadas. Isso em organizações modernas, que objetivam ótimos resultados e valorização econômica e social”, pondera o presidente da Abcon.
Para subsidiar as campanhas, Helbert sugere a realização de pesquisas sobre a atuação do síndico, da administradora (se houver) e da qualidade de vida no condomínio. Entretanto, as iniciativas de sensibilização, infelizmente, não surtem o efeito esperado. “Porque os condôminos são passivos e, também, devido à falta de conhecimento de tecnologias e técnicas específicas para empreender essas campanhas.”
Para estabelecer regras para o bom relacionamento entre vizinhos, uso da garagem, da academia, facilitar a segurança, restringir o fumo, em prol da sustentabilidade, ter cuidado com animais, lixo, elevador, crianças, barulho, entre outros, é preciso “conhecimento, estudos, pesquisas, motivação dos envolvidos, fundamentação legal, causas, motivos e benefícios das propostas”, enumera Helbert.
Para que funcionem, é preciso que as regras sejam monitoradas, preferencialmente, de forma diplomática. “As regras devem ser estabelecidas para os condôminos e também para os locatários, de acordo com a legislação vigente e os direitos e obrigações concernentes”, detalha o presidente da Abcon.
Entretanto, não basta fazer uma assembleia, apresentar a proposta, aceitar sugestões e elaborar o regulamento. “Todos os condôminos e locatários devem ter conhecimento oficial das regras do condomínio, porque elas são as diretrizes para a gestão, procedimentos, comportamentos e convivência harmoniosa. As regras devem ter por fonte básica a convenção do condomínio e a legislação pertinente”, acrescenta o presidente.
Fonte: Jornal Estado de Minas